Por que True Haunting é a melhor escolha de terror na Netflix em 2025, superando Monster: The Ed Gein Story
Neste Halloween de 2025, os fãs de terror têm duas opções bem distintas na Netflix para mergulhar em histórias que mexem com o medo e o sobrenatural. De um lado, a controversa série Monster: The Ed Gein Story, que tenta humanizar um dos serial killers mais repulsivos da história; do outro, True Haunting, uma antologia documental que mistura relatos reais de experiências paranormais com dramatizações de alta qualidade. Se você está em busca de algo realmente assustador e respeitoso, True Haunting é a série que merece sua atenção.
True Haunting: terror baseado em fatos reais e uma produção cuidadosa
Produzida com o olhar do mestre do terror James Wan (Jogos Mortais), True Haunting estreou em 7 de outubro de 2025 e consiste em cinco episódios divididos em duas histórias principais de terror sobrenatural. A primeira, ambientada nos anos 80 na Universidade Estadual de Nova York em Geneseo, acompanha Chris DiCesare, um jovem que enfrenta visões aterradoras e pesadelos insistentes enquanto vive no assustador dormitório Erie Hall. A série mistura depoimentos reais de Chris e seus amigos – como Jeff Ungar, que capturou fotografias inexplicáveis na época – com dramatizações que vão ficando mais intensas à medida que os episódios avançam.
São três episódios dedicados a este caso, culminando em um terceiro capítulo tenso e com uma reviravolta inédita que conecta os eventos ao passado ancestral de Chris – um toque sobrenatural que provoca arrepios e prende o espectador. Já a segunda história, chamada This House Murdered Me, é contada em dois episódios finais. Ela acompanha um jovem casal, April e Matt, que se muda para uma mansão vitoriana onde a “amiguinha imaginária” do bebê revela-se um espectro maligno, elevando o horror a outro nível.
A força de True Haunting está justamente na autenticidade relatada pelos testemunhos, combinada com a qualidade técnica das dramatizações e a direção segura de Neil Rawles (American Monster, Paranormal Witness) e Luke Watson (The Swarm, Midsomer Murders). O resultado é um terror que não se apoia em clichês baratos, mas em experiências verídicas que provocam empatia pelos sobreviventes e tensionam o público com o mistério do invisível.
Monster: The Ed Gein Story e a perigosa glorificação do mal
Por outro lado, Monster: The Ed Gein Story é a continuação de uma tendência bastante criticada que ganhou força desde Mindhunter, a badalada série da Netflix dedicada a explorar as mentes de serial killers. Nesta mais recente produção, sob o protagonismo de Charlie Hunnam, a intenção é fazer o público entender e, de alguma forma, se aproximar do terrível Ed Kemper. Contudo, o que vemos é uma narrativa que perde o foco no horror real das vítimas, passando uma sensação desconfortável de ‘romantização’ do mal.
Essa abordagem, apesar de popular e amplamente assistida (a série domina os rankings de audiência nos EUA), tem sido alvo de forte rejeição crítica. O histórico recente da Netflix mostra uma queda significativa na aprovação do público e dos especialistas, com 20% no Rotten Tomatoes para essa terceira temporada, quando comparada aos 57% e 45% das temporadas anteriores sobre Jeffrey Dahmer e os irmãos Menendez, respectivamente.
Tais séries acabam desviando o propósito do terror documental ou do suspense investigativo para um passeio psicológico que, na prática, não traz benefício algum contra o crime retratado. Quem assiste não sai com uma sensação de justiça ou medo legítimo, mas sim com a estranha impressão de estar ‘se aproximando’ dos assassinos, estimulando uma curiosidade mórbida que não contribui para um debate saudável nem para um entretenimento de qualidade.
Por que escolher True Haunting para um Halloween verdadeiramente assustador?
Para os aficionados por terror, True Haunting oferece uma experiência muito mais rica e recompensadora. Em vez de fomentar a empatia ou fascinação pelos criminosos, ela volta o olhar para as vítimas, permitindo que o público entenda o drama, a angústia e o medo vividos. A narrativa viraliza a sensação real de perigo, intensificada pela combinação entre entrevistas recentes e recriações excelentes, reforçadas por atuações sólidas de atores em início de carreira.
Seja no frio calafrio causado pelas fotografias perturbadoras dos anos 80 ou na tensão crescente da mansão vitoriana com seu fantasma infantil, True Haunting entrega sustos que fazem sentido. É um resgate do horror em sua forma legítima, respeitando a dor e o sofrimento daqueles que passaram por essas experiências.
Vale a pena investir um pouco de paciência nos episódios iniciais, especialmente na primeira parte com Chris em Erie Hall, pois o clímax é recompensador e surpreendente — justamente o que diferencia uma produção comum de outro patamar de entretenimento.
True Haunting já está disponível para streaming na Netflix e vem conquistando fãs de terror que buscavam uma alternativa verdadeira e emocionante neste Halloween.
A escolha para quem quer terror de qualidade e respeito às histórias reais é clara: pule Monster: The Ed Gein Story e mergulhe em True Haunting. Você encontrará um conteúdo com produção caprichada, narrativas autênticas e um clima de horror que prende do início ao fim — tudo isso sem prometer compreensão para o inexplicável mal, mas mostrando o quanto a experiência dos vivos pode ser, por si só, aterrorizante.
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