Maria Callas, uma das mais icônicas soprano do século XX, será recontada na tela grande no filme “Maria”, dirigido por Pablo Larraín e estrelado por Angelina Jolie. A produção revivencia os últimos dias de vida da artista, ocorridos em 1977, enquanto explora a dor e os desafios que ela enfrentou em sua carreira e vida pessoal.
**História do Filme**
O enredo de “Maria” se desenrola durante a última semana de Callas, em sua residência em Paris, onde ela se encontra com um jornalista. A história mergulha nas memórias de Callas, apresentando sua paixão pela ópera e os traumas que marcaram sua vida, como a complicada relação com Aristóteles Onassis e a trágica perda de um filho.
**A Causa da Morte**
Maria Callas faleceu em 16 de setembro de 1977, aos 53 anos. O anúncio de sua morte gerou amplo debate sobre as causas que a levaram à morte, com especulações que chegam a incluir suicídio, devido ao seu isolamento e melancolia nos últimos anos. Contudo, foi um laudo médico que afirmou que a causa oficial foi um infarto. A saúde de Callas vinha sendo afetada por dermatomiosite, uma doença autoimune que comprometeu sua condição física e, consequentemente, sua carreira.
**A Doença**
A dermatomiosite causou inflamação nos músculos e na pele, com sintomas como fraqueza muscular e lesões cutâneas. Embora a doença não tenha sido a causa direta da morte, teve um papel vital na deterioração da saúde de Callas, afetando seu desempenho artístico e sua vida pessoal. Em 1954, ela já apresentava sinais de problemas de saúde, como uma drástica perda de peso.
**Desempenho de Angelina Jolie**
Angelina Jolie, em sua representação de Maria Callas, foi aclamada pela crítica após a exibição do filme no Festival de Cinema de Veneza. Sua transformação para o papel, que incluiu uma proteses no nariz, foi elogiada como magistral. O filme traz à tona não apenas a beleza e o talento de Callas, mas também sua fragilidade, refletindo a luta de uma artista que viveu intensamente por sua arte até não conseguir mais fazê-lo.
“Maria” estreou nos cinemas em 1 de janeiro de 2025, tornando-se o último capítulo da trilogia de Larraín sobre figuras femininas complexas, que inclui “Jackie” e “Spencer”. O filme promete oferecer uma nova perspectiva sobre a vida de uma das maiores vozes da ópera, enquanto sua performance pode ser uma forte concorrente nas próximas premiações.
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