A famosa música tema da série “Star Trek”, criada por Gene Roddenberry em 1966, tem uma história curiosa e até um pouco polêmica. Composta por Alexander Courage, que também trabalhou em trilhas sonoras de produções como “Show Boat” e “Gigi”, essa canção se destacou como sua única composição principal. Courage se inspirou em uma antiga canção pop chamada “Beyond the Blue Horizon”, mas ele conseguiu um resultado bem mais próximo do estilo operático típico dos anos 60.
O tema é conhecido por seus primeiros quatro notas, que foram incorporadas em várias produções do universo “Star Trek” desde seu lançamento. Embora Courage tenha sido o único a criar a música, Gene Roddenberry, criador da série, inseriu seu nome como coautor ao escrever letras que nunca foram gravadas. Essa ação lhe permitiu dividir os royalties da canção e, como resultado, Courage ficou com apenas 50% dos lucros que lhe eram devidos.
As letras que Roddenberry escreveu não são muito bem vistas e são consideradas estranhas. Elas falam sobre amor e jornadas estelares, mas não refletem os temas de paz e diplomacia que “Star Trek” geralmente aborda. A canção que Roddenberry concebeu inclui passagens como:
– “Além da borda da luz das estrelas. Meu amor está viajando na viagem espacial.”
– “Sei que ele encontrará nos alcances das estrelas. O amor, um amor estranho que uma mulher das estrelas ensina.”
Essas letras levantam questões sobre o que realmente significam e como se encaixam no universo da série.
No final das contas, toda essa situação evidencia um lado menos glorioso da indústria do entretenimento, onde até mesmo os criadores podem se arriscar em jogos de interesse pessoal, como fez Roddenberry. Apesar de ser um escândalo, a situação também traz à tona como a música tema, que é tão icônica, possui uma camada de complexidade muitas vezes esquecida pelos fãs.
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