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A Recusa de LucasFilm em Avatar: Conflito Criativo e Visões

A Recusa de LucasFilm em Avatar: Conflito Criativo e Visões
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**Por que a empresa de efeitos visuais de George Lucas recusou trabalhar em Avatar**

James Cameron, um dos cineastas mais inovadores de Hollywood, lançou “Avatar” em 2009, um filme que rapidamente se tornou um fenômeno global. Com uma narrativa que muitas vezes é criticada por seu diálogo simples e personagens rasos, não se pode negar que o grande destaque do filme é o uso revolucionário dos efeitos visuais. Ao criar o mundialmente famoso planeta Pandora e seus habitantes, os Na’Vi, Cameron utilizou tecnologia de ponta que elevou os padrões da indústria.

A empresa de efeitos visuais Wētā FX, baseada na Nova Zelândia e famosa por seu trabalho em “O Senhor dos Anéis”, foi a responsável pelos efeitos em “Avatar”. Foi uma oportunidade excepcional que gerou um orçamento exorbitante, estimado em cerca de 237 milhões de dólares, mas que se pagou e muito, com uma arrecadação total de 2,93 bilhões de dólares, tornando-se o segundo filme de maior bilheteira de todos os tempos, ajustado pela inflação.

Um ponto curioso nessa trajetória é que a Wētā FX só assumiu o projeto de “Avatar” depois que James Cameron foi recusado pela Industrial Light & Magic (ILM), uma das empresas de efeitos visuais mais renomadas dos Estados Unidos, criada por George Lucas. É intrigante pensar que uma produção da magnitude de “Avatar” não foi feita pela ILM, e isso aconteceu por um motivo interessante: a empresa decidiu se concentrar em outro projeto.

**ILM passou de Avatar para Rango**

A ILM inicialmente havia se mostrado interessada em trabalhar em “Avatar”. Eles chegaram a desenvolver um material de teste que envolvia a transformação de atores em Na’Vi, incluindo o ator Daniel Bess no papel do protagonista Jake Sully e a atriz Yunjin Kim como Neytiri. Contudo, depois de meses se preparando e tentando conquistar o projeto, a liderança da ILM avaliou a magnitude do projeto e decidiu que o risco era alto demais.

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Janey Lewin, gerente geral da ILM, explicou a decisão da empresa em uma entrevista. Após discutir por muito tempo as complexidades envolvidas, a liderança concluiu que o projeto poderia ser inatingível devido à sua escala colossal. Ao invés de embarcar em “Avatar”, eles se uniram ao diretor Gore Verbinski para produzir “Rango”, uma animação que acabou se revelando um sucesso e trouxe novas experiências para a ILM.

“Rango” é um filme que, mesmo peculilar, surpreendeu por sua originalidade e inovação, permitindo à ILM fazer sua primeira incursão na animação. Em retrospectiva, fica a pergunta se a ILM se arrependeu dessa escolha. Embora seja difícil saber com certeza, a empresa tem uma lista de sucessos próprios e continua a ser uma referência na indústria de efeitos visuais.

E assim, em uma reviravolta curiosa, “Avatar” tornou-se um marco na indústria do cinema, enquanto “Rango” também conquistou seu espaço. É interessante refletir sobre as decisões tomadas por grandes estúdios, que muitas vezes impactam o curso do entretenimento da maneira mais inesperada.

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