Um estudo recente da PQ Media revela que o consumo global de mídia deve registrar a primeira queda desde 2009, previstas para 2025. Após um aumento de 2,4% em 2024, impulsionado por eventos como as eleições em diversos países e os Jogos Olímpicos de Verão em Paris, a previsão é que a totalidade do consumo de mídia diminua em 0,3% neste ano.
Um dos fatores que contribui para essa redução é o esgotamento das taxas de penetração de dispositivos digitais em mercados importantes, como os Estados Unidos. Além disso, a pesquisa aponta que os consumidores em todo o mundo estão propensos a restringir seus orçamentos, em parte devido ao aumento da inflação e a uma possível recessão resultante das guerras tarifárias iniciadas pela nova administração de Donald Trump.
Patrick Quinn, CEO da PQ Media, comentou: “A expectativa de desaceleração nos gastos discricionários com dispositivos e conteúdo de mídia indica que os consumidores podem estar ajustando suas despesas em resposta a condicionantes econômicos.”
Apesar desse cenário, as perspectivas para 2026 são mais otimistas, com mais eleições programadas e a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, além da Copa do Mundo da FIFA na América do Norte, o que deve novamente impulsionar o consumo de mídia.
Em 2024, o consumidor médio global passou cerca de 8,17 horas por dia consumindo mídia, um aumento em relação às 7,36 horas de 2019. Em alguns países, como Japão e Países Baixos, o uso diário de mídia até superou 12 horas.
No que diz respeito às categorias de mídia, a televisão, que inclui transmissões ao vivo, digitais e streaming, lidera com 28,07 horas de consumo por semana em 2024. Um aspecto notável observado no relatório é a transição contínua do consumo de mídia tradicional para a digital, que cresceu para 39,7% da participação global, um aumento em comparação a 37,3% em 2023 e 28,6% em 2019. Este crescimento, no entanto, é influenciado por países como China e Índia, onde muitos cidadãos ainda não têm acesso a dispositivos e internet.
A pesquisa também identificou um novo grupo de consumidores de mídia, a “Geração IA”, composta por indivíduos nascidos entre 2025 e 2039, marcando a primeira geração a crescer em um ambiente saturado de inteligência artificial. Quinn observa: “A Geração IA será introduzida aos meios digitais em uma idade mais precoce, com taxas de penetração de banda larga e smartphones atingindo novos recordes em 2025.”
Esse cenário reflete um momento de transformação no consumo de mídia, onde as tendências e hábitos estão mudando rapidamente.
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