**Kim Wexler e Jesse Pinkman: Dois Lados de Uma Mesma Moeda**
A série “Better Call Saul” trouxe Kim Wexler como a resposta de seu universo a Jesse Pinkman de “Breaking Bad” — ambos representando personagens com consciência, mas com uma dinâmica bem diferente. Enquanto Jesse, vivido por Aaron Paul, é o parceiro que luta contra suas próprias falhas e as manipulações de Walter White, Kim se destaca como uma verdadeira parceira que co-participa ativamente nas questões morais e éticas ao lado de Jimmy McGill.
A grande diferença entre eles está no fato de que Kim é uma coautora nas tramas de Jimmy, enquanto Jesse frequentemente se vê como uma vítima das ações de Walt. Jesse é um personagem que, apesar de ter uma forte bússola moral, acaba sendo manipulado durante toda a série. Em contraste, Kim se afirma como uma igual em suas interações com Jimmy, jamais sendo manipulada por ele, mas sendo uma colaboradora ativa em suas fraquezas e decisões.
Kim até mesmo reconhece que sua relação com Jimmy é prejudicial, afirmando que eles se habilitam mutuamente. Essa dinâmica é muito bem exemplificada pela comparação feita por Howard Hamlin, que os descreve como “Leopold e Loeb”, um par famoso na cultura pop conhecido por seu vínculo problemático.
Portanto, enquanto Jesse Pinkman encarna a luta interna de um lado moral em um mundo imoral, Kim Wexler representa uma parceria onde as nuances éticas são exploradas em conjunto, refletindo uma evolutiva complexidade nas escolhas dos personagens. Essa estrutura não só destaca as semelhanças e diferenças entre esses dois universos, mas também enriquece o enredo de ambas as séries.
“Better Call Saul”, que foi ao ar de 2015 a 2022, se estabelece não apenas como uma série de transição para fãs de “Breaking Bad”, mas como uma peça independente que explora as complexidades da moralidade em um universo repleto de dilemas éticos.
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