28 Anos Depois: O Templo dos Ossos e a Nova Faceta de Ralph Fiennes como Kelson
Os fãs da franquia “28 Anos Depois” sabem que a seleção musical e as trilhas sonoras desempenham um papel fundamental na construção da narrativa. O filme original, “28 Dias Depois”, dirigido por Danny Boyle, combinava uma trilha sonora vibrante com músicas de artistas como Grandaddy e Brian Eno, criando uma atmosfera única. Com “28 Semanas Depois”, a música instrumental da banda Muse se destacou, enquanto “28 Anos Depois” traz a composição do grupo escocês Young Fathers. Agora, a diretora Nia DaCosta leva essa tradição a um novo patamar no longa “28 Anos Depois: O Templo dos Ossos”, integrando a música de forma diegética, ou seja, fazendo parte da própria história dos personagens.
Kelson: Um Personagem Multifacetado
Em “O Templo dos Ossos”, o Dr. Ian Kelson, interpretado brilhantemente por Ralph Fiennes, é explorado além do que foi apresentado em “28 Anos Depois”. A película revela um lado do personagem que vai além de seu papel de sobrevivente em um mundo devastado pelo Vírus da Raiva. Kelson é um amante da música, possuindo uma coleção impressionante de discos de vinil que resgata memórias e sentimentos em meio ao desespero. As músicas da banda Duran Duran, por exemplo, não só embalam o cotidiano de Kelson, mas também ajudam a revelar sua humanidade e sensibilidade.
A Música como Salvação
Logo no início do filme, vemos Kelson cantar “Girls on Film” enquanto realiza tarefas sombrias. Essa cena é emblemática, pois a música não apenas distrai o personagem do horror ao seu redor, mas também simboliza a luta pela sanidade em um mundo em ruínas.
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