A Influência do Cordyceps: Fungal Zombie Apocalypses em “The Last of Us” e “The Girl with All the Gifts”
O fenômeno dos zumbis tem fascinado o público por décadas, mas “The Last of Us” se destaca por uma abordagem inovadora: os infectados não são mortos-vivos comuns, mas sim seres dominados pela infecção do fungo Cordyceps. Essa concepção não apenas captura a imaginação, mas também adiciona um toque de realismo ao estabelecer uma conexão com um parasita que realmente existe na natureza, tornando a narrativa mais crível.
No universo de “The Last of Us”, os zumbis, conhecidos como “clickers” ou “infectados”, são apresentadores de uma metamorfose grotesca, suas cabeças se transformando em estruturas fúngicas que lembram cogumelos. Isso resulta em uma estética única e perturbadora, acrescentando uma nova camada de medo ao já familiar gênero de apocalipse zumbi. Além disso, o grande sucesso dos jogos e da série da HBO traz à tona um questionamento interessante: será que “The Last of Us” foi a primeira história a explorar essa ideia de zumbis fúngicos?
Uma História Prévia: “Iphigenia in Aulis” e “The Girl with All the Gifts”
Surpreendentemente, a resposta é não. Em 2012, o autor Mike “M. R.” Carey publicou um conto intitulado “Iphigenia in Aulis”, que tem como base uma narrativa similar, onde o mundo é devastado por zumbis causados pelo Cordyceps. Esse conto evoluiu para o romance “The Girl with All the Gifts”, lançado em 2014 e adaptado para o cinema em 2016.
A proximidade das datas de lançamento e a semelhança das temáticas podem levantar suspeitas sobre a originalidade de “
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