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A Alma de Maradona e o Toque de Suavidade: Por Que Paolo Sorrentino Evita a Violência em Suas Obras

A Alma de Maradona e o Toque de Suavidade: Por Que Paolo Sorrentino Evita a Violência em Suas Obras
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**Paolo Sorrentino e a Influência de Maradona no Cinema**

No último domingo, o renomado diretor italiano Paolo Sorrentino participou do Festival de Cinema de Sarajevo, onde abordou assuntos como sua carreira, influências e a forma como o cinema teve um papel crucial em sua vida. Ele mencionou especificamente a sua admiração por Diego Maradona, destacando a grande influência que o jogador teve sobre ele desde a sua juventude.

Em sua fala, Sorrentino relembrou a chegada de Maradona a Nápoles em 1984, um evento que transformou a percepção que ele tinha do espetáculo. “Quando eu tinha 14 anos e Maradona chegou a Nápoles, pela primeira vez eu entendi o que era um grande show. Maradona nos mostrou – a mim, ao povo napolitano – o que é um espetáculo incrível. E eu descobri a mesma coisa através do cinema”, declarou.

Durante o festival, que ocorre de 15 a 22 de agosto de 2025, Sorrentino também recebeu o Prêmio Honorário Coração de Sarajevo por sua contribuição ao cinema e apresentou uma retrospectiva de seus filmes. Ao discutir suas inspirações para novos projetos, ele revelou: “Não gosto da ideia de ter que fazer coisas novas. Fico em casa sem fazer nada e, de repente, algo surge na minha mente que se torna uma obsessão, e então eu digo: ‘OK, vamos fazer um filme sobre essa obsessão.'”

O diretor comentou sobre a presença da violência em seus filmes, admitindo que a aprecia até em obras de outros cineastas, mas que considera cansativo filmar cenas violentas. “Outro motivo pelo qual não coloco violência é que não gosto quando um personagem sofre demais. Gosto mais de filmes da Disney, onde tudo é bom”, acrescentou.

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Sorrentino também fez referência a Martin Scorsese como um de seus diretores favoritos e, ao ser questionado sobre atores com quem gostaria de trabalhar, brincou: “Existem muitos atores e atrizes com quem eu gostaria de trabalhar, mas o ideal seria um filme sem atores e atrizes.”

Quando o assunto virou para o papel do cinema na resolução de conflitos, Sorrentino foi direto: “Nenhum filme pode prevenir esses tipos de coisas [como genocídios].”

Nascido em Nápoles em 1970, Sorrentino já tem uma vasta carreira, com obras notáveis como “As Consequências do Amor” e “O Amigo da Família.” Estas competiram pelo prêmio Palme d’Or em Cannes em 2004 e 2006, respectivamente. Seu filme “Il Divo” ganhou o Prêmio do Júri em 2008, e em 2013, levou para casa o Oscar, o Globo de Ouro e o BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro com “A Grande Beleza.” Seu último longa-metragem, “Parthenope”, estreou em Cannes em 2024.

Sobre seus futuros projetos, Sorrentino foi enigmático: “Provavelmente vou fazer pior, como muitos diretores.”

O Festival de Cinema de Sarajevo, na sua 31ª edição, oferece uma plataforma importante para cineastas internacionais, e a presença de Sorrentino certamente acrescenta um toque especial ao evento.

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