**Os Zumbis de The Walking Dead Poderiam Existir na Vida Real? O que Especialistas Têm a Dizer**
A fantasia de zumbis é verdadeiramente aterrorizante, não porque simplesmente nos dá medo da morte, mas pela incapacidade de evitar a possibilidade de se tornar um deles. A serie “The Walking Dead” da AMC, que se tornou um ícone do gênero, levanta questões intrigantes: será que os zumbis poderiam, de fato, existir na vida real? Vamos explorar essa ideia com base no que dizem alguns especialistas.
**A Impossibilidade Científica dos Zumbis**
A resposta direta é não, os zumbis que enlouquecem em suas mentes ou que vagam sem propósito não podem existir. O professor associado de medicina interna da McMaster University, Dr. John Neary, explica que “o cérebro precisa de um fluxo constante e ininterrupto de sangue contendo glicose e oxigênio” para funcionar. Isso significa que corpos em decomposição, como os que vemos na série, não conseguiriam se mover ou operar de forma alguma.
Ainda que a série crie uma narrativa emocionante com zumbis falantes e a complexa trama dos Sussurradores, a ideia de que um vírus possa manter o cérebro em funcionamento enquanto o resto do corpo se deteriora é um conceito científico altamente improvável.
**Os Detalhes da Decomposição**
Para entender como a decomposição se dá na realidade, a funerária Melissa Unfred compartilha suas percepções. Segundo ela, uma vez que um corpo se desidrata completamente, ele perde a capacidade de mover-se. A ausência de músculos e tendões torna qualquer movimento virtualmente impossível. Como mencionou Unfred, “se eles começassem a correr, acho que suas pernas voariam”. Esse tipo de humor talvez explique a famosa marcha lenta dos zumbis na série, que preferiu evitar detalhes que tornam a representação menos assustadora.
E em um ponto crítico, ela aponta a falta de zumbis inchados na série. Na vida real, o inchaço é um aspecto comum da decomposição, mas para os fãs de “The Walking Dead”, talvez fosse melhor assim.
**Zumbis Vivos? A Perspectiva do Vodou Haitiano**
Apesar de a ideia de “mortos que andam” ser cientificamente inviável, há discussões sobre a existência de “zumbis” em contextos do vodou haitiano. Nesse caso, uma combinação de ervas e hipnose cria um estado de transe, transformando indivíduos em drones sem vontade própria. Esse processo foi documentado por visitantes no Haiti ao longo do século 20, embora haja dúvidas sobre a veracidade das histórias.
Uma obra famosa sobre este tema é “A Serpente e o Arco-Íris” de Wade Davis, que explora as sociedades secretas e práticas de vodou. O livro foi adaptado para o cinema por Wes Craven, e embora tenha elementos ficcionais, representa a interpretação mais próxima de um “zumbi” cientificamente possível que já vimos nas telonas.
Enquanto os mortos não podem caminhar, talvez devêssemos prestar mais atenção no comportamento dos vivos. O que eles são capazes de fazer, sob circunstâncias extremas, pode ser tão aterrorizante quanto os próprios zumbis.
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