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10 Exemplos oportunos do que Baldur’s Gate 3 poderia ter adotado de D&D (mas não o fez)

10 Exemplos oportunos do que Baldur's Gate 3 poderia ter adotado de D&D (mas não o fez)
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Baldur’s Gate 3, embora seja uma adaptação de Dungeons & Dragons, não é uma conversão perfeita de um para um. O jogo poderia ter aproveitado algumas coisas do D&D de mesa, mas decidiu não fazê-lo. As regras do BG3 para resolver diálogos e cenários de combate são diretamente tiradas da quinta edição das regras do D&D, que foi lançada pela primeira vez em 2014. Este é o primeiro jogo principal da série Baldur’s Gate a se basear na quinta edição; os dois primeiros são baseados na segunda edição. No entanto, o jogo se baseia mais amplamente no cenário de campanha Forgotten Realms, que tem sido usado em módulos e spin-offs de D&D desde a primeira edição.

Um dos aspectos que o Baldur’s Gate 3 poderia ter adotado do D&D é a inclusão de classes adicionais. Enquanto o BG3 tem uma seleção decente de classes disponíveis, como guerreiros, magos e rangers, ele perdeu a oportunidade de incluir opções como bardos, druidas e paladinos. Essas classes adicionais teriam adicionado variedade e opções de jogo únicas para os jogadores.

Além disso, o jogo também poderia ter implementado mais habilidades e talentos. Embora o BG3 tenha um sistema de habilidades e talentos, ele reduz a variedade e a complexidade dessas opções em comparação com as regras do D&D. Adicionar mais habilidades e talentos teria dado aos jogadores a oportunidade de personalizar ainda mais seus personagens e suas abordagens em situações de jogo.

Outro aspecto que o BG3 poderia ter emprestado do D&D de mesa são as regras de multiclasse. O multiclasse permite que os jogadores combinem habilidades e características de duas classes diferentes, criando personagens híbridos e únicos. Essa mecânica permite uma ampla gama de combinações e cria oportunidades interessantes de jogo. Infelizmente, o BG3 não incluiu essa opção, o que pode ser uma decepção para os fãs mais ávidos de D&D.

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Outra característica que poderia ter sido emprestada são as regras de perícias. No D&D, os personagens podem adquirir perícias específicas que os tornam habilidosos em determinadas áreas, como furtividade ou persuasão. Essas perícias fornecem bônus em rolagens de dados relacionadas às áreas de especialização. Embora o BG3 tenha um sistema de diálogo que se baseia nas escolhas do jogador, ele não incorpora as regras de perícias do D&D. A inclusão dessas regras teria agregado uma camada extra de estratégia e imersão às interações do jogo.

Um elemento chave do D&D que o BG3 poderia ter adotado são os encontros aleatórios. No D&D de mesa, os mestres do jogo frequentemente lançam dados para determinar se o grupo de jogadores encontra algum inimigo ou evento surpresa durante suas aventuras. Esses encontros aleatórios adicionam variação e imprevisibilidade ao jogo, mantendo os jogadores alertas e engajados. Infelizmente, o BG3 não inclui essa mecânica, o que faz com que suas aventuras sejam mais lineares.

Outro aspecto importante são os check-points de salvamento. No D&D de mesa, os jogadores frequentemente fazem rolagens de dados para verificar se têm sucesso ou não em determinadas ações. Isso faz parte do elemento de imprevisibilidade e risco do jogo. Embora o BG3 tenha dado continuidade a esse aspecto, ele não incluiu a possibilidade de salvar o jogo a qualquer momento. Isso pode ser frustrante para os jogadores que desejam experimentar diferentes soluções ou que podem perder progresso devido a um erro.

Um elemento essencial do D&D que o BG3 não incluiu é a possibilidade de criação de novos personagens para substituir os que foram derrotados em combate. No D&D de mesa, isso é conhecido como revidar personagens. Isso permite que os jogadores continuem a história mesmo depois de perderem seus personagens originais. Infelizmente, o BG3 não oferece essa opção, o que pode ser frustrante para os jogadores que desenvolveram apego aos seus personagens.

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Outro aspecto importante que o BG3 poderia ter adotado do D&D é a inclusão de itens mágicos. No D&D, encontrar itens mágicos é uma parte emocionante do jogo, pois eles podem fornecer bônus significativos aos personagens e abrir novas possibilidades estratégicas. No entanto, o BG3 não incluiu uma variedade significativa de itens mágicos, o que faz com que a progressão e o saque não sejam tão empolgantes quanto poderiam ser.

Por fim, o BG3 poderia ter incorporado mais elementos de interpretação de personagens. Embora o jogo tenha um sistema de diálogo e interação com NPCs, ele poderia ter permitido mais escolhas e opções de diálogo que afetam o desenvolvimento dos personagens. Essa adição teria dado aos jogadores mais controle sobre a narrativa e tornaria suas escolhas mais significativas e impactantes.

Embora Baldur’s Gate 3 seja uma ótima adaptação de Dungeons & Dragons, existem algumas áreas onde ele poderia ter se aprofundado mais nas regras e mecânicas do jogo de mesa. A inclusão de classes adicionais, habilidades e talentos mais diversos, regras de multiclasse e perícias, encontros aleatórios, check-points de salvamento mais flexíveis, possibilidade de criar novos personagens, mais itens mágicos e elementos adicionais de interpretação de personagens teriam resultado em uma experiência ainda mais autêntica e cativante. Mesmo assim, Baldur’s Gate 3 é um jogo emocionante e imersivo por mérito próprio.