Todo apaixonado por ficção científica já passou noites inteiras debatendo quem venceria um confronto entre um Star Destroyer imperial e uma nave estelar classe Galaxy. Para Andy Weir, aclamado autor de Perdido em Marte e Project Hail Mary, essa paixão vai muito além de conversas casuais. O escritor revelou ter desenhado uma estrutura narrativa engenhosa para unir as duas maiores sagas do espaço de maneira surpreendentemente coesa.
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A fenda entre Yavin e Mutara
O principal entrave para cruzar essas histórias sempre foi a barreira de tempo e espaço: enquanto a Frota Estelar patrulha a Via Láctea no século 23, os eventos dos Jedi ocorreram há muito tempo, em uma galáxia muito distante. A solução proposta por Weir amarra dois dos momentos mais cataclísmicos de ambas as franquias: a destruição da primeira Estrela da Morte em Uma Nova Esperança e a detonação do Dispositivo Gênesis no desfecho de Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan.
Sob o apelido espirituoso de Star Star, a ideia de Weir prevê que as duas explosões simultâneas de tecnologia experimental rasgariam o tecido da realidade. Esse cataclismo daria origem ao buraco de minhoca Yavin/Mutara, abrindo um portal pelo qual a USS Enterprise atravessa e redefine para sempre os cânones das franquias.
Darth Vader curado e Spock como Fantasma da Força
Na visão de Weir, Luke Skywalker e Darth Vader seriam arremessados para o universo de Star Trek, já que ambos estavam em suas respectivas naves durante a explosão da Estrela da Morte. O grande trunfo estaria na medicina avançada da Frota Estelar: o Dr. Leonard McCoy utilizaria os recursos médicos da Enterprise para tratar as terríveis queimaduras e sequelas físicas de Vader. A compaixão diplomática de Starfleet poderia, pela primeira vez, redimir Anakin Skywalker tanto no corpo quanto no espírito, muito antes de Luke descobrir a verdade sobre sua paternidade.
Enquanto isso, ao adentrar a galáxia de Star Wars, os tripulantes da Enterprise descobririam a Força. Como Spock se sacrifica no clímax de A Ira de Khan, Weir estabelece que o icônico vulcano retornaria como um legítimo Fantasma da Força para guiar seus companheiros. E para completar o delírio nerd com classe, o timoneiro Sulu revelaria uma conexão nata com o lado luminoso, despertando poderes Jedi latentes. É o tipo de fanfic de alto calibre que só um cérebro brilhante da ficção científica moderna poderia conceber.

