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Quentin Tarantino quase dirigiu filme de James Bond e agora obra brilha no Prime Video

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A franquia James Bond poderia ter tomado rumos totalmente inesperados se diretores visionários tivessem assumido o controle criativo dos longas ao longo das décadas. Entre os nomes que flertaram com a famosa série de espiões, o cineasta Quentin Tarantino tentou ativamente comandar uma das produções mais icônicas. Essa curiosa tentativa de levar a sua visão autoral para o universo de 007 aconteceu nos anos 2000, durante o período de transição entre Pierce Brosnan e a chegada de um novo protagonista.

A obra em questão que Quentin Tarantino desejaba dirigir era justamente o clássico romance de Ian Fleming que acabou servindo de base para o prestigiado reboot estrelado por Daniel Craig. Naquela época, o diretor buscava os direitos da história acreditando que ela não pertencia à Eon Productions. A intenção de Tarantino era trazer Pierce Brosnan de volta para uma última atuação como o agente, convencido de que o ator não havia sido aproveitado da melhor forma em seus quatro filmes anteriores na pele do espião mais famoso do mundo.

A visão ousada e a recusa da produção

Além de querer o retorno de Brosnan, o cineasta tinha planos estéticos muito específicos para a sua versão do clássico material literário. Quentin Tarantino queria ambientar o longa na década de 1960 e rodar o projeto inteiramente em preto e branco. Após se reunir com a família Broccoli para fazer o seu pitch e acabar rejeitado, ele ainda tentou superar a oferta da produção para adquirir os direitos dos livros por conta própria. A obra tinha ficado de fora do pacote de direitos original, o que gerou uma paródia estrelada por David Niven em 1967.

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O diretor chegou a prometer que não iria destruir a essência da franquia com a sua autoria, mas admitiu que pretendia subverter drasticamente os tropos tradicionais da série. Embora o projeto dos sonhos de Quentin Tarantino não tenha saído do papel daquela forma, o livro acabou virando um dos maiores sucessos modernos do cinema de ação sob a batuta de outro realizador talentoso.

O sucesso estrondoso e a chegada ao streaming

O filme que Quentin Tarantino tanto tentou comandar acabou nas mãos do diretor Martin Campbell, transformando-se no aclamado longa de estreia de Daniel Craig. O cineasta lembrou em entrevistas recentes sobre a longa batalha dos produtores para garantir os direitos do livro clássico apesar da forte concorrência nos bastidores. A aposta deu mais do que certo, rendendo mais de 600 milhões de dólares em bilheteria mundial e uma indicação ao BAFTA de melhor ator para o novo intérprete do agente secreto.

Atualmente, a aclamada obra ostenta uma impressionante aprovação de 94 por cento no site Rotten Tomatoes e está disponível para os fãs curtirem no catálogo do Prime Video. Enquanto o futuro da franquia se prepara para ganhar novos horizontes com Denis Villeneuve na direção de um aguardado reboot, relembrar essa quase parceria com Quentin Tarantino mostra como o cinema comercial esteve perto de uma reviravolta histórica inesquecível.