Protestos Marcam a Premiere de Scream 7 Após Demissão de Melissa Barrera
Na última quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, a tão aguardada estreia de Scream 7 foi marcada por protestos do lado de fora dos estúdios da Paramount Pictures. Cerca de 25 manifestantes ligados a grupos como Entertainment Labor for Palestine, CODEPINK LA, Musicians for Palestine e Jewish Voice for Peace-Los Angeles reuniram-se para pedir o boicote ao filme, chamando a atenção para a demissão da atriz Melissa Barrera, que interpretou Sam Carpenter nas edições anteriores da franquia.
Os protestos contaram com bandeiras palestinas e cartazes que incentivavam a suspensão da assinatura da plataforma Paramount+, além de slogans como “Free Palestine”. O motivo central da manifestação foi a saída de Barrera do elenco de Scream 7, anunciada em novembro de 2023. A atriz teve sua demissão atribuída a declarações públicas em que manifestava apoio à Palestina e críticas a Israel, chegando a comparar algumas ações israelenses a “genocídio e limpeza étnica”. A Spyglass Media, empresa responsável pelos direitos da franquia, interpretou estes comentários como antissemitas e emitiu um comunicado afirmando que mantém uma política de tolerância zero contra antissemitismo e incitação ao ódio.
O impacto da saída de Barrera reverberou rapidamente no cenário do filme. No dia seguinte à sua demissão, Jenna Ortega, intérprete de Tara Carpenter nos filmes anteriores, também anunciou que não participaria mais de Scream 7. Enquanto a imprensa inicialmente apontou conflitos de agenda relacionados a sua série “Wednesday”, fontes posteriores indicaram que Ortega discordava da nova direção criativa adotada para o longa após as controvérsias envolvendo Melissa Barrera.
Além disso, o diretor Christopher Landon desistiu do projeto, o que levou a uma reformulação completa do roteiro e do planejamento da produção. Essa reestruturação foi acompanhada pelo retorno de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott, após negociações contratuais que haviam fracassado após Scream VI. Alarmada, a Spyglass Media concordou em pagar a atriz veterana cerca de 7 milhões de dólares para sua participação no novo filme.
No tapete vermelho, o diretor de Scream 7, Kevin Williamson, comentou sobre os protestos e reconheceu o direito dos manifestantes de se expressarem. Segundo ele, vivemos tempos difíceis, com muitas injustiças ocorrendo, e as pessoas desejam ser ouvidas. Williamson ressalta ainda que, embora não necessariamente concorde com o boicote à Paramount+, acredita que cada um deve seguir sua consciência e agir conforme julgar certo.
Um dos cartazes exibidos na frente da Paramount denunciava a existência de uma suposta lista negra (“blacklist”) de atores que criticam Israel, o que vem gerando inquietação especialmente após o anúncio da possível aquisição da Warner Bros. pela Paramount Skydance. David Ellison, CEO da Paramount Skydance, contratou Bari Weiss, colunista controversa e expressiva apoiadora de Israel, como editora chefe da CBS News, medida que recebeu críticas pela postura considerada parcial. Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David, possui ligações estreitas com Israel, incluindo doações milionárias ao Friends of Israel Defense Force (FIDF) e oferta de assento no conselho da Oracle ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
Com a iminente fusão entre duas das maiores gigantes do entretenimento, cresce o temor de que artistas — atores, roteiristas e diretores — corram o risco de serem marginalizados ou até mesmo banidos do mercado por apoiarem a causa palestina, refletindo tensões políticas dentro do meio artístico.
Scream 7 chega aos cinemas no dia 27 de fevereiro de 2026, com Kevin Williamson como diretor e elenco estrelado por Neve Campbell no papel da icônica Sidney Prescott, além da participação de Courteney Cox como Gale Weathers. O longa promete manter a pegada de suspense e mistério que consagrou a franquia, mesmo diante das turbulências pelos bastidores.
A controvérsia em torno da demissão de Melissa Barrera e seus reflexos no elenco, na direção e na produção reafirmam como assuntos políticos podem impactar profundamente até os projetos de entretenimento de grande porte. Ao mesmo tempo, os protestos e debates ampliam a discussão sobre liberdade de expressão, postura das indústrias culturais e as fronteiras entre arte e ativismo.
No meio desse cenário tempestuoso, fãs e observadores do cinema aguardam para ver como Scream 7 se posicionará — tanto na tela quanto fora dela — diante desses desafios.
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