**Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, convocado a tribunal francês em relação a caso de assédio**
Yves Guillemot, o CEO da Ubisoft, deverá comparecer a um tribunal em outubro, devido às acusações de assédio sexual que surgiram em 2020 contra diversos funcionários da empresa. Essa convocação ocorre em meio a um contexto onde a Ubisoft enfrentou uma série de denúncias e mudanças estruturais na sua equipe.
Em junho, três ex-altos executivos da Ubisoft foram condenados a penas de prisão suspensa e multados por assédio, resultando na saída deles da empresa durante uma onda de demissões e resignações que afetou a companhia em 2020. Segundo informações da emissora francesa BFM TV, Guillemot deverá comparecer ao tribunal de Bobigny, na Seine-Saint-Denis, no dia 1º de outubro, após uma convocação protocolada pelo sindicato Solidaires Informatiques e quatro indivíduos que eram partes civis no julgamento anterior.
Após uma investigação realizada pelo Ministério Público, ficou estabelecido que não haveria processos criminais contra a Ubisoft ou sua direção, uma conclusão reafirmada durante os argumentos finais da audiência de junho.
Cécile Russeil, vice-presidente executiva da Ubisoft, comentou sobre a questão, ressaltando que a prioridade da empresa é proteger a integridade física e moral de seus funcionários, além de manter uma política de tolerância zero em relação a assédio sexual, comportamento sexista, agressões, insultos ou discriminação de qualquer forma.
Um representante do sindicato Solidaires Informatiques confirmou que a convocação foi enviada no mês passado, mas Guillemot não compareceu, e sua família recusou tomar seu lugar. A diretora de recursos humanos da empresa, Marie Derain, também foi convocada, assim como a Ubisoft como entidade jurídica.
Em 2020, quando as denúncias de assédio começaram a surgir, Guillemot foi questionado sobre seu conhecimento a respeito das ocorrências. Ele declarou: “Agora está claro que certos indivíduos traíram a confiança que eu depositei neles e não viveram de acordo com os valores compartilhados da Ubisoft. Eu nunca comprometi meus valores e ética e nunca farei isso. Continuarei a direcionar e transformar a Ubisoft para enfrentar os desafios de hoje e do futuro.”
Este caso evidencia a luta contínua da indústria dos games contra comportamentos de assédio e a importância de uma mudança cultural significativa dentro das empresas. A situação de Guillemot e da Ubisoft será observada de perto, à medida que mais detalhes e desdobramentos se revelam durante o processo judicial.
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